Você já ouviu falar em Fertilização in Vitro (FIV), mas sabe exatamente o passo a passo sobre como ela funciona? A FIV é, sem dúvida, a técnica mais avançada e eficaz da Reprodução Assistida, tendo transformado a vida de milhares de casais e indivíduos ao redor do mundo, ajudando-os a realizar o sonho de ter filhos. Seja por dificuldades para engravidar naturalmente, questões de saúde complexas ou para casais homoafetivos e produções independentes, a FIV representa um caminho seguro, cientificamente comprovado e repleto de esperança. Vou te explicar todas as etapas, indicações, taxas de sucesso e desmistificando os mitos mais comuns. Prepare-se para entender o passo a passo desse processo que pode te ajudar no caminho a gestação.

Qual profissonal que trabalha com FIV? Conheça a Dra. Michele Balech
Diante da complexidade da Fertilização in Vitro e da jornada da infertilidade, a escolha de um profissional qualificado e empático é fundamental. O médico ginecologista com especialização em reprodução humana é o profissional habilitado para investigar, diagnosticar e tratar a infertilidade, oferecendo desde orientações básicas até a realização de procedimentos avançados como a FIV e a inseminação artificial.
É nesse contexto que se destaca a atuação de profissionais como a Dra. Michele Balech, ginecologista e especialista em reprodução humana. Com uma formação sólida e experiência no Hospital Pérola Byington, um dos maiores centros de atenção à saúde da mulher no Brasil, a Dra. Michele oferece um acompanhamento focado na investigação cuidadosa, tratamento individualizado e decisões baseadas nas mais recentes evidências científicas.
Sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia, seguida de um Fellowship em Reprodução Humana Assistida, aprofundou seu conhecimento no diagnóstico e tratamento da infertilidade, auxiliando inúmeras famílias. Além disso, a Dra. Michele possui aperfeiçoamento em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia pela FATESA e detém os Títulos de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e em Reprodução Assistida (FEBRASGO), sendo membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
A Dra. Michele Balech realiza atendimentos presenciais em São José do Rio Preto – SP e Iturama – MG, e oferece consultas online por telemedicina. Essa modalidade permite que pacientes de todo o Brasil e até do exterior tenham acesso a um acompanhamento especializado, humanizado e de alta qualidade, mantendo-se constantemente atualizada por meio de cursos, congressos e eventos nacionais e internacionais.



O que é a Fertilização in Vitro (FIV)?
A Fertilização in Vitro é um tratamento de alta complexidade que se diferencia por realizar o encontro do óvulo com o espermatozoide em um ambiente laboratorial controlado. Diferente da concepção natural, onde a fecundação ocorre nas tubas uterinas, na FIV, os gametas são cuidadosamente manipulados em laboratório. Essa abordagem permite que casais com diversas condições de infertilidade, como alterações no sêmen, obstrução nas tubas uterinas, doenças genéticas, endometriose severa, ou mesmo aqueles com infertilidade sem causa aparente, possam alcançar o sonho de uma gestação.
Após a coleta dos óvulos e espermatozoides, a fertilização é realizada em laboratório. Os embriões resultantes são cultivados em um ambiente controlado por um período de 3 a 7 dias, onde são monitorados de perto por embriologistas. Somente os embriões de melhor qualidade e com maior potencial de implantação são selecionados e transferidos para o útero da mulher, aumentando significativamente as chances de sucesso da gravidez.
O Passo a Passo da FIV
O processo da Fertilização in Vitro é uma jornada que, embora complexa, é cuidadosamente planejada e acompanhada por uma equipe multidisciplinar. Um ciclo completo de FIV geralmente dura entre 4 e 6 semanas e é dividido em etapas bem definidas, cada uma com sua importância crucial para o sucesso do tratamento.
1. Estimulação Ovariana Controlada
Esta é a fase inicial e dura aproximadamente de 9 a 12 dias. O objetivo é estimular os ovários a produzirem múltiplos óvulos maduros em um único ciclo menstrual, ao invés do óvulo único que seria liberado naturalmente. Para isso, a mulher recebe medicamentos hormonais injetáveis, que são cuidadosamente ajustados pelo médico. O desenvolvimento dos folículos ovarianos (estruturas que contêm os óvulos) é monitorado de perto por meio de ultrassonografias periódicas e exames de sangue. Quando os folículos atingem o tamanho ideal, um medicamento final (geralmente à base de hCG) é administrado para induzir a maturação final dos óvulos, preparando-os para a coleta.
2. Captação dos Óvulos (Punção Folicular)
Cerca de 34 a 36 horas após a administração do medicamento indutor da ovulação, é realizada a captação dos óvulos. Este é um procedimento rápido, minimamente invasivo, feito sob sedação leve para garantir o conforto da paciente. Utiliza-se uma agulha fina, guiada por ultrassom transvaginal, para aspirar o líquido dos folículos e coletar os óvulos maduros. Os óvulos coletados são imediatamente encaminhados ao laboratório de embriologia, onde são colocados em um meio de cultura nutritivo e mantidos em incubadoras.
3. Coleta e Preparo do Sêmen e Fertilização
No mesmo dia da captação dos óvulos, o parceiro masculino realiza a coleta do sêmen, geralmente por masturbação. Em casos específicos, onde há dificuldades na ejaculação ou ausência de espermatozoides no ejaculado, técnicas como a punção testicular podem ser empregadas. O sêmen coletado passa por um processo de preparo laboratorial para selecionar os espermatozoides mais saudáveis e com melhor motilidade.
A fertilização pode ocorrer de duas formas principais:
- FIV Clássica: Os óvulos e os espermatozoides selecionados são colocados juntos em uma placa de cultura, permitindo que a fertilização ocorra de forma mais natural
- ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide): Nesta técnica, um único espermatozoide é selecionado e injetado diretamente dentro de cada óvulo maduro. A ICSI é amplamente utilizada, especialmente em casos de infertilidade masculina grave, baixa quantidade ou qualidade de espermatozoides, ou quando houve falha de fertilização em ciclos anteriores de FIV clássica.
4. Cultivo Embrionário
Após a fertilização, os embriões resultantes são cultivados em incubadoras especiais, que simulam o ambiente uterino. Durante 3 a 7 dias, os embriologistas monitoram o desenvolvimento dos embriões, avaliando sua divisão celular, morfologia e capacidade de atingir o estágio de blastocisto (um estágio avançado de desenvolvimento embrionário, geralmente alcançado no 5º ou 6º dia, que apresenta maiores taxas de implantação). A seleção dos embriões mais viáveis é crucial para o sucesso da transferência.
5. Transferência Embrionária
Esta é a etapa mais aguardada e emocionante do processo. Os embriões selecionados são delicadamente transferidos para o útero da mulher. O procedimento é rápido, indolor e geralmente não requer anestesia. Um cateter fino e flexível é utilizado para depositar os embriões no local adequado do útero, guiado por ultrassom abdominal.

O que acontece com os embriões excedentes?
Se houver embriões de boa qualidade que não foram transferidos, eles podem ser criopreservados (congelados) para uso em futuras tentativas de gravidez. Essa prática é comum e oferece a vantagem de evitar a necessidade de um novo ciclo completo de estimulação ovariana e captação de óvulos, caso o primeiro ciclo não resulte em gravidez ou se o casal desejar ter mais filhos no futuro.
Após um período criopreservados o casal pode escolher também pela doação para outro casal que não tenha a oportunidade de formar um embrião, ou para pesquisa ou a possibilidade de descarte dos embriões.
Indicações da FIV: Para Quem é Recomendada?
A Fertilização in Vitro é uma solução abrangente para diversas causas de infertilidade, tanto feminina quanto masculina, além de ser uma opção para casais homoafetivos e indivíduos que buscam a produção independente. A decisão de iniciar a FIV é sempre individualizada e baseada em uma avaliação médica detalhada.
Fatores Femininos
- Endometriose: Uma condição em que o tecido semelhante ao revestimento uterino cresce fora do útero, podendo afetar a fertilidade.
- Alterações nas Tubas Uterinas: Obstrução, lesão ou ausência das tubas (trompas de Falópio), que impedem o encontro do óvulo com o espermatozoide.
- Distúrbios Ovulatórios: Problemas na ovulação, como na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que dificultam a liberação regular de óvulos.
- Falência Ovariana Precoce (FOP): Perda da função ovariana antes dos 40 anos.
- Idade Materna Avançada: Mulheres acima de 35 anos, onde a qualidade e quantidade dos óvulos diminuem naturalmente.
Fatores Masculinos
- Oligozoospermia: Baixa concentração de espermatozoides no sêmen.
- Astenozoospermia: Motilidade (movimento) prejudicada dos espermatozoides.
- Teratozoospermia: Problemas morfológicos (forma) nos espermatozoides.
- Azoospermia: Ausência de espermatozoides no ejaculado, que pode ser obstrutiva ou não obstrutiva.
Outras Indicações
- Infertilidade sem Causa Aparente (ISCA): Quando todas as investigações não revelam uma causa específica para a dificuldade de engravidar.
- Falha de Outros Tratamentos: Casais que não obtiveram sucesso com tratamentos de baixa complexidade, como a inseminação artificial.
- Casais Homoafetivos: A FIV permite que casais femininos e masculinos realizem o sonho de ter filhos biológicos, utilizando técnicas como ovodoação, barriga solidária e banco de sêmen.
- Preservação da Fertilidade: Para pacientes que passarão por tratamentos oncológicos ou que desejam adiar a maternidade/paternidade, a FIV permite o congelamento de óvulos, espermatozoides ou embriões.

Taxas de Sucesso da FIV
É fundamental ter uma compreensão realista sobre as taxas de sucesso da FIV. Embora seja a técnica mais eficaz, a gravidez não é garantida na primeira tentativa. Diversos fatores influenciam o resultado, sendo a idade da mulher no momento da coleta dos óvulos o mais determinante.
| Idade da Mulher | Taxa de Sucesso por Transferência Embrionária (Média) de embriões não biopsiados |
| Até 35 anos | 50% a 60% |
| 36 a 37 anos | 40% a 50% |
| 38 a 40 anos | Cerca de 30% |
Como Otimizar as Chances de Sucesso?
O principal passo, é procurar ajuda o quanto antes.
Além da idade, outros fatores podem influenciar e, em alguns casos, ser otimizados para melhorar as chances de sucesso da FIV:
- Preparo do Casal: Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática de exercícios físicos, controle do peso, e cessação de tabagismo e consumo excessivo de álcool, pode impactar positivamente a qualidade dos gametas. A suplementação adequada, conforme orientação médica, também é importante.
- Qualidade do Sêmen: Para o parceiro masculino, a redução da fragmentação do DNA espermático, por exemplo, pode ser um fator crucial. Exames específicos e tratamentos podem ser indicados para melhorar a qualidade dos espermatozoides.
- Análise Genética Pré-Implantacional (PGT-A): Esta técnica permite analisar geneticamente os embriões antes da transferência para o útero. O PGT-A identifica embriões com alterações cromossômicas (aneuploidias), selecionando apenas os embriões euploides (com número correto de cromossomos) para a transferência. A transferência de embriões euploides pode aumentar a taxa de sucesso para cerca de 60% por transferência, independentemente da idade da mulher, e reduzir o risco de abortos espontâneos.
Mitos e Verdades sobre a FIV: Esclarecendo Dúvidas Comuns
A FIV, por ser um tratamento de alta complexidade e envolver um tema tão sensível como a fertilidade, é cercada por muitos mitos e informações incorretas. É essencial desmistificar essas crenças para que os pacientes possam tomar decisões informadas e com menos ansiedade.
“A FIV garante a gravidez na primeira tentativa.”
MITO! Embora a FIV aumente significativamente as chances de gravidez em comparação com tentativas naturais ou outros tratamentos, ela não é uma garantia de sucesso imediato. O sucesso depende de uma série de fatores, como a idade da mulher, a qualidade dos óvulos e espermatozoides, a qualidade dos embriões e a saúde uterina. É comum que mais de um ciclo de FIV seja necessário para alcançar a gestação.
“A FIV é um tratamento doloroso e invasivo.”
MITO! A percepção de dor é muito individual, mas a maior parte do processo da FIV é indolor ou causa desconforto mínimo. A captação dos óvulos é realizada sob sedação, o que significa que a paciente não sente dor durante o procedimento. A transferência embrionária é um procedimento rápido e suave, muitas vezes comparado a um exame ginecológico de rotina, e não requer anestesia. Os medicamentos hormonais podem causar alguns efeitos colaterais leves, mas são geralmente bem tolerados.
“A FIV é só para mulheres mais velhas ou como última opção.”
MITO! Embora a FIV seja frequentemente a última esperança para muitos casais, ela é indicada para uma ampla gama de situações e não se restringe apenas a mulheres com idade avançada. Como vimos, condições como endometriose, problemas nas tubas uterinas, infertilidade masculina severa, infertilidade sem causa aparente, e a necessidade de preservação da fertilidade são indicações comuns. Para casais homoafetivos, a FIV é a principal via para a construção de uma família biológica.
“Bebês de FIV nascem com mais problemas de saúde.”
MITO! Estudos extensivos têm demonstrado que crianças nascidas por FIV não apresentam um risco significativamente maior de anomalias congênitas ou problemas de desenvolvimento em comparação com crianças concebidas naturalmente. As taxas de malformações são semelhantes às da população geral. Qualquer risco ligeiramente aumentado está mais associado aos fatores de infertilidade subjacentes dos pais do que ao procedimento de FIV em si.
Quando Procurar um Profissional Especialista em Infertilidade?
Saber o momento certo de procurar ajuda especializada é um passo crucial na jornada da fertilidade. A busca precoce por um especialista pode otimizar as chances de sucesso e reduzir a ansiedade do casal. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) fornecem orientações claras:
- Mulheres com menos de 35 anos: Recomenda-se procurar um especialista após 12 meses de tentativas regulares de concepção (relações sexuais frequentes e desprotegidas).
- Mulheres entre 35 e 40 anos: A investigação da infertilidade deve ser iniciada após 6 meses de tentativas.
- Mulheres acima de 40 anos: A consulta com um especialista deve ser feita imediatamente ou assim que a decisão de engravidar for tomada, devido à rápida e natural redução da reserva ovariana e da qualidade dos óvulos com o avanço da idade.
Sinais de Alerta: Quando Procurar Ajuda ANTES do Prazo
Em algumas situações, não é aconselhável esperar os prazos acima. A busca por um especialista deve ser antecipada se houver:
- Ciclos menstruais irregulares ou ausência de menstruação (amenorreia): Pode indicar distúrbios ovulatórios que afetam a fertilidade.
- Histórico de endometriose ou Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): Condições que comprovadamente dificultam a concepção.
- Histórico de cirurgias pélvicas ou abdominais anteriores: Podem ter causado aderências ou danos aos órgãos reprodutivos.
- Histórico de infecções pélvicas (como a Doença Inflamatória Pélvica – DIP): Podem levar a obstruções nas tubas uterinas.
- Abortos de repetição: Duas ou mais perdas gestacionais consecutivas ou não consecutivas.
- Fatores masculinos conhecidos: Histórico de caxumba na vida adulta, cirurgias testiculares, varicocele, ou resultados alterados em exames de sêmen anteriores.
Importante: A infertilidade é uma condição que afeta o casal. Estatisticamente, em cerca de 40% dos casos, o fator é feminino; em 40%, é masculino; e nos 20% restantes, é de ambos os parceiros ou não possui uma causa aparente. Por essa razão, a avaliação inicial deve sempre incluir ambos os parceiros para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.
Esperança e Ciência de Mãos Dadas
A jornada da fertilidade é única e, muitas vezes, desafiadora. No entanto, com os avanços da medicina reprodutiva, a Fertilização in Vitro se consolidou como uma ferramenta poderosa e acessível para superar os obstáculos da infertilidade. Compreender como a FIV funciona, suas indicações e as taxas de sucesso é o primeiro passo para tomar decisões informadas e com confiança.
Lembre-se que você não está sozinho(a) nessa jornada. Buscar o apoio de um especialista em reprodução humana é essencial para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado. Profissionais como a Dra. Michele Balech estão preparados para oferecer o cuidado e a expertise necessários para transformar o sonho da maternidade e paternidade em realidade.
Se você está enfrentando dificuldades para engravidar, não hesite em procurar ajuda. A ciência e a esperança caminham juntas para construir novas famílias.
Agende sua consulta, e será um prazer poder te ajudar na conquista desse sonho.
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