A vaginose bacteriana é a infecção vaginal mais comum entre mulheres em idade reprodutiva e uma das principais causas de corrimento vaginal e corrimento de repetição nos consultórios ginecológicos. Apesar de extremamente frequente, ainda é uma condição subdiagnosticada e frequentemente tratada de forma inadequada, o que leva a recorrências, frustração e piora da saúde vaginal.
A vaginose bacteriana ocorre quando há um desequilíbrio da flora vaginal, com redução dos lactobacilos (as bactérias “boas” da vagina) e aumento de bactérias anaeróbias e gram-negativas, consideradas patogênicas. Esse desequilíbrio altera o pH vaginal e favorece o aparecimento de sintomas — ou, em muitos casos, permanece silencioso por longos períodos.
Entender o que é a vaginose bacteriana, como ela se manifesta, quais são suas causas, como deve ser diagnosticada corretamente e por que o tratamento individualizado faz toda a diferença é essencial para evitar ciclos repetidos de infecção.

O que é a vaginose bacteriana?
A vaginose bacteriana não é causada por um único microrganismo, mas sim por uma alteração da microbiota vaginal. Em condições normais, a vagina é predominantemente colonizada por lactobacilos, responsáveis por manter o pH ácido e proteger contra infecções.
Quando ocorre a queda desses lactobacilos, há proliferação de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Atopobium vaginae e outras, levando ao quadro de vaginose bacteriana. Embora não seja considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a vaginose bacteriana está frequentemente associada à prática sexual, especialmente quando há relações sem preservativo, novos parceiros ou múltiplos parceiros.
Qual médico trata a vaginose bacteriana?
O profissional responsável pela avaliação do corrimento vaginal é o ginecologista. Porém, para um diagnóstico realmente preciso, é fundamental que esse profissional seja habilitado em microscopia do conteúdo vaginal.
Apenas exames laboratoriais isolados ou tratamentos “de rotina” muitas vezes não identificam a real causa do problema, levando a tratamentos repetidos, alívio temporário e recidiva dos sintomas.
Se você está buscando uma médica especialista em corrimentos vaginais e corrimento de repetição, vale a pena conhecer a Dra. Michele Balech.
A Dra. Michele Balech é ginecologista, pelo Hospital Perola Byngton em São Paulo com aprimoramento em microscopia do conteúdo vaginal pela UNESP, atuando de forma focada na investigação detalhada e no tratamento individualizado dos corrimentos vaginais, sempre com base em evidências científicas.
Seu objetivo é oferecer tratamentos que realmente funcionam, evitando ciclos repetidos de medicação sem resultado duradouro.
E mais: ela vai te acompanhar em cada etapa do tratamento, garantindo que a vaginose bacteriana não volte e que você finalmente conquiste a cura de forma eficaz.
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O que causa a vaginose bacteriana?
Diversos fatores podem favorecer o surgimento ou recorrência da vaginose bacteriana. Entre os principais, destacam-se:
- Duchas vaginais
- Uso de sabonetes íntimos ou produtos vaginais inadequados
- Prática sexual sem preservativo
- Alterações hormonais
- Menstruação
- Uso recente de antibióticos
- Tabagismo
- Estresse e alterações imunológicas
Esses fatores interferem diretamente no equilíbrio da flora vaginal, facilitando o desenvolvimento do corrimento vaginal de repetição.
Quais os sintomas da vaginose bacteriana?
Um ponto importante é que muitas mulheres com vaginose bacteriana são assintomáticas, o que não significa ausência de riscos.
Quando os sintomas estão presentes, os mais comuns são:
- Corrimento vaginal aumentado
- Corrimento branco, acinzentado ou levemente amarelado
- Consistência fluida ou aquosa
- Odor vaginal desagradável, frequentemente descrito como “cheiro de peixe”
- Odor que piora após a relação sexual ou durante a menstruação
Diferente da candidíase, a vaginose bacteriana geralmente não causa coceira intensa nem ardor, o que muitas vezes leva à confusão diagnóstica.
Como diagnosticar corretamente a vaginose bacteriana?
O diagnóstico correto da vaginose bacteriana depende de um tripé essencial:
- História clínica detalhada
- Exame ginecológico + avaliação do pH vaginal
- Microscopia do conteúdo vaginal
A microscopia do conteúdo vaginal é o método mais eficiente para o diagnóstico do corrimento vaginal. Durante o exame, uma amostra do corrimento é analisada imediatamente ao microscópio, permitindo identificar:
- Presença ou ausência de lactobacilos
- Bactérias anaeróbias
- Células-guia (clue cells)
- Fungos ou protozoários
- Sinais inflamatórios
Somente com essa avaliação é possível diferenciar vaginose bacteriana de candidíase, tricomoníase ou outras alterações da flora vaginal.
Exames complementares, como culturas ou testes moleculares, podem ser solicitados em casos específicos, especialmente em infecções recorrentes ou resistentes ao tratamento.

Por que a microscopia é tão importante no diagnostico do corrimento vaginal?
Estudos mostram que:
- Apenas a história clínica acerta o diagnóstico em cerca de 20% dos casos
- O exame físico isolado aumenta essa taxa para 30–40%
Ou seja, em 60–70% dos casos, essas abordagens são insuficientes para um tratamento assertivo.
Sem um diagnóstico preciso:
- Mulheres sem infecção recebem tratamentos desnecessários
- A flora vaginal saudável é desestabilizada
- O risco de corrimento de repetição aumenta
- Mulheres com vaginose bacteriana podem receber o tratamento errado
Isso gera um ciclo de frustração, automedicação e recorrência.
Como tratar a vaginose bacteriana?
O tratamento da vaginose bacteriana consiste, geralmente, no uso de antibióticos por via oral ou vaginal, como metronidazol ou clindamicina.
No entanto, o uso desses medicamentos sem diagnóstico correto pode causar ainda mais desequilíbrio da microbiota vaginal, aumentar o risco de resistência bacteriana e favorecer novos episódios de corrimento vaginal de repetição.
Por isso, o tratamento deve ser individualizado, considerando:
- Resultado da microscopia
- Sintomas da paciente
- Histórico de recorrência
- Estilo de vida e fatores associados

Por que tratar a vaginose bacteriana é tão importante?
Além do desconforto, a vaginose bacteriana não tratada pode aumentar o risco de diversas condições:
- Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
A vaginose bacteriana aumenta a suscetibilidade a HIV, HPV, clamídia e gonorreia.
- Complicações na gravidez
Está associada a maior risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer.
- Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
Pode contribuir para infecções dos órgãos reprodutivos e infertilidade.
- Complicações após procedimentos ginecológicos
Maior risco de infecção após histerectomia, histeroscopia e outros procedimentos.

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Leia mais: Vaginose Bacteriana: o que é, sintomas, diagnostico correto e tratamento eficaz