O ressecamento vaginal é uma queixa muito comum aqui no consultório, mais comum do que muitas mulheres imaginam. Apesar disso, ainda é um tema pouco falado, devido a tabus, vergonha, levando a muitas pacientes convivem com desconfortos íntimos por meses ou até anos antes de procurar ajuda. Em alguns casos, acreditam que isso é algo “normal da idade” ou que simplesmente precisam aprender a conviver com a situação.
A verdade é que o ressecamento vaginal tem tratamento e, na maioria das vezes, a melhora na qualidade de vida é significativa quando a causa é identificada e tratada adequadamente.
Neste artigo, vamos entender por que o ressecamento vaginal acontece, quais são os sintomas mais comuns e quais são as opções de tratamento disponíveis atualmente.
O que é o ressecamento vaginal?
A vagina possui naturalmente um ambiente úmido, elástico e bem lubrificado. Essa lubrificação é essencial para manter o conforto no dia a dia, a saúde da mucosa vaginal e também para uma relação sexual sem dor.
Quando ocorre uma redução dessa lubrificação natural, a mucosa vaginal pode se tornar mais fina, sensível e vulnerável a irritações. Esse quadro é chamado de ressecamento vaginal.
Dependendo da intensidade, o ressecamento pode causar desconfortos persistentes e impactar diretamente o bem-estar e a vida sexual da mulher. Além de aumentar a chance de incontinência urinaria, infecção urinaria, dor pélvica, fissuras vaginais.
Qual profissional que trata o ressecamento e a menopausa?
A Dra. Michele Balech é médica ginecologista, com especialização em ginecologia endócrina, contracepção e reprodução humana assistida. Realiza atendimentos em São Jose do Rio Preto – SP e Iturama – MG. Durante a consulta, ela prioriza um atendimento individualizado, esclarecendo todas as dúvidas da paciente sobre o tratamento da menopausa e do ressecamento vaginal.
No consultório a Dra Michele atua com o Laser de Co2 e o FRAXX para o tratamento da atrofia vaginal. Ambos são tecnologias que entregam melhora exponencial e resultado prolongado dos sintomas de ressamento. As tecnologias são realizadas em consutório sob anestesia local.

Quais são os sintomas mais comuns?
Os sinais podem variar de intensidade, mas alguns sintomas são bastante frequentes:
- sensação de secura ou falta de lubrificação vaginal
- ardor ou irritação na região íntima
- dor durante a relação sexual (dispareunia)
- sensação de atrito ou desconforto ao longo do dia
- coceira vaginal
- maior predisposição a pequenas fissuras ou irritações
Em alguns casos, as pacientes também relatam sintomas urinários associados, como ardor ao urinar ou sensação de urgência urinária.
Esses sintomas podem surgir gradualmente e, muitas vezes, acabam sendo confundidos com infecções vaginais recorrentes.
Por que o ressecamento vaginal acontece?
A principal causa está relacionada à redução do estímulo hormonal na mucosa vaginal, especialmente do estrogênio, que é responsável por manter a espessura, elasticidade e hidratação do tecido vaginal.
Algumas situações em que isso pode ocorrer incluem:
Menopausa e perimenopausa:
Com a queda natural dos níveis hormonais, o tecido vaginal pode se tornar mais fino e seco.
Pós-parto e amamentação
Durante esse período, os níveis de estrogênio ficam temporariamente reduzidos.
Uso de alguns medicamentos hormonais
Certos anticoncepcionais ou tratamentos hormonais podem reduzir a lubrificação vaginal em algumas mulheres.
Tratamentos oncológicos
Quimioterapia, radioterapia ou terapias hormonais para câncer de mama podem impactar a saúde vaginal.
Estresse e alterações hormonais
Fatores emocionais e hormonais também podem influenciar na lubrificação vaginal.
É importante lembrar que o ressecamento vaginal pode ocorrer em qualquer idade, e não apenas na menopausa.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico geralmente é clínico, feito durante a consulta ginecológica.
A avaliação inclui a história clínica da paciente, os sintomas apresentados e o exame ginecológico, que permite observar as características da mucosa vaginal.
Em alguns casos, pode ser necessário investigar outros fatores que possam contribuir para os sintomas, como alterações hormonais, infecções vaginais ou outras condições ginecológicas.
O mais importante é entender que cada paciente tem uma causa específica, e o tratamento ideal depende dessa avaliação individualizada.

Como tratar?
Hoje existem diferentes estratégias para tratar o ressecamento vaginal, dependendo da intensidade dos sintomas e da causa do problema.
Entre as opções mais utilizadas estão:
Lubrificantes vaginais
Podem ajudar temporariamente, principalmente durante as relações sexuais.
Hidratantes vaginais
Atuam promovendo uma melhora gradual da hidratação da mucosa vaginal.
Tratamentos hormonais locais
Em alguns casos, o uso de estrogênio vaginal pode ajudar a restaurar a saúde da mucosa.
No entanto, muitas mulheres buscam alternativas não hormonais ou tratamentos que promovam uma recuperação mais duradoura da qualidade do tecido vaginal.
Laser vaginal: uma tecnologia que tem transformado o tratamento
Nos últimos anos, o laser vaginal tem se tornado uma opção cada vez mais procurada para o tratamento do ressecamento vaginal.
O procedimento atua estimulando a produção de colágeno e promovendo uma regeneração da mucosa vaginal. Com isso, ocorre uma melhora da hidratação natural, da elasticidade do tecido e do conforto vaginal.
Entre os principais benefícios relatados pelas pacientes estão:
- melhora da lubrificação vaginal
- redução da dor durante as relações
- melhora da elasticidade do tecido vaginal
- redução de irritações e desconfortos íntimos
- melhora da qualidade de vida e da vida sexual
O procedimento é realizado no consultório, geralmente dura poucos minutos e não exige tempo de recuperação prolongado.
Na maioria das pacientes, são indicadas algumas sessões para obter os melhores resultados, com melhora progressiva ao longo das semanas.
Atualmente existes diversos tipos de laser que podem ser realizados na vagina, a Dra Michele pode te ajudar a avaliar qual melhora se encaminha no seu caso, baseando na indicações, contraindicações, resultados esperados, custo, entre outras questões que devem ser avaliadas individualmente com cada paciente.
Quando procurar avaliação médica?
Se você tem percebido sintomas de ressecamento vaginal, desconforto nas relações ou irritação íntima frequente, vale a pena conversar com sua ginecologista.
Muitas mulheres acreditam que esses sintomas são algo com que precisam conviver, mas a realidade é que existem tratamentos eficazes e seguros disponíveis hoje.
Uma avaliação adequada permite identificar a causa do problema e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.
Cuidar da saúde íntima também é parte fundamental da qualidade de vida feminina.